sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Mais um ano...

Mais um ano...


Sem saber ao certo como será
Pois tudo parece tão somente uma continuação...
Este eu sinto que será especial
Novidades, nova vida
E o prosseguir das que já estão!
Mas não um prosseguir inerte, passivo...
Quero um prosseguir novo!
Novos passos, nova direção, novo ritmo.
Esse é o meu desejo para o ano que se avizinha:
Andar a passos lentos, apreciando a paisagem,
Sentindo seus odores, seus sabores, seus amores.
Deixar-se conduzir pela mão de quem se ama,
Guiar aos seus com a leveza de poder soltar
E assim, como numa dança,
Conduzindo e deixando-se conduzir,
Atravessar mais essa etapa,
Mais essa temporada de aventuras,
Aprendendo, inclusive, com possíveis desventuras.
Acreditar mais, dizer menos "não",
Respeitar mais, a si e ao próximo,
Confiar mais na intuição,
Nas possibilidades não visíveis,
Realizar sonhos..., até os mais tolos...
Satisfazer-se com o pouco, com o menos, com o suficiente
Deleitar-se...
E, ao fim, acreditar que o que foi feito
E o que se fez
Foi pleno!!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Sua Chegada

O amor chegou sem pedir permissão
Acomodou-se sem reservas em meu coração
Alterando seu ritmo
Dando-lhe mais conforto
Iluminando-me os olhos.

O amor chegou e fez morada
Mostrou-me seu rosto
Revelou-me suas nuances e formas
Impulsionou-me a uma vida melhor.

O amor, em mim, foi bem recebido
Com surpresa e alegria
Com a liberdade e a tranquilidade
De quem vem acompanhado da confiança,
Dando a certeza de uma vida repleta de sensações.

Aquele Sonho

O travesseiro me contou seus sonhos
Que esquisito me dizer tudo aquilo...
Enquanto durmo fala como se recitasse
Poema sem cor, movimento e cheiro.

O travesseiro não é silente
É paciente... e repete, repete
Como que para eu não esquecer

Me relata suas aventuras
Encobre suas desventuras
Tempera suas estórias
Me faz crer que são reais.

Acordo duas, três vezes
Me lembro dos detalhes, do som
O encaro incrédula,
Sua criação é tão real...

Volto a dormir
Torno-me cúmplice...
Pela manhã, de olhos semi-cerrados,
Acredito que todo aquele sonho
Era meu!
Milhões de pensamentos
Muitas idéias
Letras de música
Dados, cartas, sorte e revés
Mas não acho o tema do momento.

Teorias, teoremas, ideologias
Sonhos, ideais, idéias
Viagens, fotos, monumentos
Explosões de imagens
E não vejo a cor do momento.

Pessoas, sentimentos, solidão
Amor, amizade, cordialidade
Dor, pesar, luto
Gestação, vida, plenitude
Tudo e nada, pouco e muito
E não é este o agora do momento.

O que há sou só eu.
O agora sou eu.
A cor sou eu.
O tema sou eu.

E eu, neste momento,
Não sou sequer uma linha.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Não quero me tornar conhecida
Não é para isso que escrevo
Não é por admiração ou vaidade

Quero compartilhar momentos
Ouvir corações aflitos
Contar alegrias incontidas

Fazer parte de outros momentos
Quando outros olhos lerem os meus
Quando outros corações sentirem o meu
Quando outra alma ser tocada pela minha

Esse é o meu compromisso
Com o papel e a caneta
Com a tela e o teclado

Esse é o meu desejo
Compartilhar emoções, medo
Alegria, inquietude e solidão

Olhar pelo papel a alma de quem lê
E, como espelho, ver-me nela e
Vê-la em mim...

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Sozinha no seu canto
Vê a vida passar...
Se encanta, se espanta
Não dá prá acreditar...
Aquela menininha cresceu,
Naquela mesma tarde de inverno
O tempo passou pelos seus olhos
Olhos desassombrados,
Olhos confiantes...
Seus passos guiados
Por sua alma inquieta,
Por seu espírito aventureiro,
Por seus sonhos tão reais...
Cresceu...
E como num filme se vê
Sem reprises ou continuações,
Se vê...
Distante realidade passando em sua mente
Sozinha, sentada ali,
Naquela tarde escura,
Sente-se realizada.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Por Você...

Pra você
Escrevo com paixão
Pra alcançar seu infinito

Pra você
Olho sem reservas
Pra alcançar a sua alma

Pra você
Me entrego em amor
Pra satisfazer sua ânsia

Pra você
Sou mulher, bicho,
Conforto e aventura.

Pra você
Transformo minha vida,
Retorno por caminhos,
Transpareço o que não sou,
Falo outra língua,
Troco os dias pelas noites...

Por você
Me perdi de mim
Pra te achar
E me encontrar em ti

Sou reflexo,
Imagem replicada,
Vontade transformada,
Sonho adormecido,
Vício insaciado...

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Sussurro

Sussurro ao vento histórias de nós dois,
Sussurro nossos segredos mais íntimos,
Declaro a nossa vida a céu aberto,

Confirmo o nosso amor, a nossa paixão,
Porque o mundo merece saber
A história de nós dois...

Somos nós, juntos, há tanto tempo
Nos temos, nos contemos,
Nos possuímos
E ainda somos livres!

Amor cúmplice,
Amor amigo,
Amor apaixonado.
Enlace perfeito, completo...

Nos encontramos e, agora,
Nos envolvemos diariamente
Pela teia da confiança
Por sua amarra frouxa e leve...
Que nos permite amar
E entender que dois podem ser um...
E continuarem autênticos.

Sussurro ao vento
Para que ele espalhe nossa história,
Para que ele polinize corações
Com o amor que flui de nós...

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Vivo de poesia e música
O que tem demais?!
Tem gente que vive de luz!

Vivo de poesia e música
Como se fosse meu ar
Como se fosse meu alimento!

Vivo de poesia e música
E nem sou poeta,
E sequer sei o dó, ré, mi!

Vivo de poesia e música,
Aprecio sem moderação,
Me entrego a uma bela voz.

Vivo de poesia e música
E consumo, insaciável...
Versos sem rima me atraem

Vivo de poesia e música
E isso me completa!
Perdi minha voz ao gritar seu nome
Acho que foi por estar contra o vento...
Foi..., foi por isso que você não me ouviu!

A voz sumiu..., senti frio...
Um frio diferente, de dentro prá fora...
Foi..., foi o frio da ausência!

Estiquei meu braço prá te alcançar
Mas não deu...
Não te tocar gelou a alma
Gelou o coração.

Então me virei...
Estava fria e rouca,
Mas nada me doía mais que o medo...
Medo da certeza de um adeus que sequer foi dito...
Sente-se plena, livre...
Recomposta e inteira
Não está só,
Nem longe de si,
Nem longe de casa...
Recomeçou a vida.
Ao som de um blues deprê
Se viu,
Reagiu,
Recompôs-se
Tornou-se quem nasceu para ser.
Livre, mas cercada de gente,
Plena, mas deixando-se depender,
Inteira, mas ouvindo atentamente,
Viva, sem dor, sem senãos
E prossegue
Mais firme na caminhada
Sem estar só,
Pois tem a si!
Sem ter o que dizer
Me pego a pensar...
E olhando o céu
Com nuvens tão esparsas
Me sinto assim...
Solta ao vento,
Acontecendo em momentos.

Prossigo a procurar
Algo mais que possa me revelar.
Fecho os olhos,
Imagino a lua
Branca, pálida e só...
Meu próprio reflexo!

Então olho os lírios
Estendendo-se pelo campo
Perdidos em movimentos
Ao sabor do vento...
Então me entrego
Ao mesmo ritmo e embalo
Sentindo seu doce cheiro
E ali também me vejo
Eraizada, bamba e bela!

Tantas feições,
Tantas nuances
Sou extensão da natureza
Sou extensao do que admiro
Como camaleão
Me transformo a cada olhar,
A cada pensar.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Tempo

O tempo me espreita pela janela
De rabo de olho vê minha vida passar.
Tenho a impressão que ri de mim
Ao escorrer pelos meus dedos
Ao enrugar a minha face.

Ouço seu tic-tac apressado
As badaladas a cada hora
Ressoam com tom irônico
Espremendo-me contraa parede
Empurrando-me em direção ao fim.

Não tenho pressa,
Mas não sei reagir
A esse tapa na cara
A essa realidade voraz
Que consome minha satisfação
Que não me dá trégua
Para apenas ser feliz.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Absolutamente absorvida
Pela vida que passa
Sem ter chance de viver

No clichê do dia a dia
Prossegue sem parar
Sem pensar, sem sentir

O tempo escorrendo pelos dedos
E junto vão os sonhos
E junto vai a vida

Não dá para fugir
Da fuga em que vive
Não pode se entregar
Ao sonho de uma vida real

Então continua...
Como há tempos está,
Por preguiça ou inocência,
Na eterna falta de si.
Já estive nesse mesmo lugar
Olhando essa mesma paisagem
Só o rio que mudou
Pois ele nunca é o mesmo


Já vi essa mesma expressão
Esse olhar com tantas lembranças
Só a bagagem que mudou
Hoje carrega outras experiências


Imagem por fora de mim
Me vejo
A paisagem e a mim
Essa criança que cresceu
Aquela arvore que floriu


Acompanho meus próprios olhos
Que buscam e encontram a paz
Que só o tempo e a sabedoria
Podem trazer...

terça-feira, 22 de junho de 2010

Se eu te contar
Que o amor é o mesmo
Com todo o trato
Retrato na parede
Contando a história...

Se eu te falar
Que a vida prossegue
Mesmo caminho
Passos mais lentos
Mesmo jeitinho

Se eu te pegar
E mostrar a verdade
Que não há novidade
Apenas a vida,
A história, os passos
E a felicidade

Você aceitaria?
Prosseguiria?
Me amaria, amor?!

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Hoje o dia amanheceu radiante,
Contrastando minha alma nublada.

Hoje o sorriso da criança revelou
A profunda tristeza da minha criança.

Hoje o carinho da pessoa amada
Pesou sobre minha pele ressequida.

Hoje me vejo só,
Apesar de todas as belas manifestações
De proximidade...

Hoje me falta ar,
Me falta paz,
Me falta satisfação...

Estou assim...
Perdida assim,
Sozinha assim.

E, assim, sento aqui
E espero tudo passar...
Para de novo poder ser encontrada
Por mim mesma
E, então, poder iluminar, sorrir e acarinhar,
Num ato profundo de reconhecimento
E amor.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Distância

Distância
Oceano de distância
E um perto profundo no corção.

Saudade...
Palavra intraduzível
Sentimento universal
Quando o amor não pode tocar
Quando o amor não pode ser demonstrado...

Vazio incalculável
Você aqui..., dentro de mim,
Mas longe..., tão longe!

Cordão cortado pelo tempo
Tempo demais para eu suportar...
Tô voltando, meu filho...
Te amo!

Amizade II

Cumplicidadeno olhar
Entendimento que transcende
O nosso verdadeiro querer
Compreensão do outro ser
Compreensão do sentimento...

Abraço apertado
Que cuida e protege,
Que se doa.
Abraço que se entrega
À mesma proteção
Ao mesmo cuidado.

Um dia não é suficiente
E nunca será!
Mas um dia basta
Para compreender a outra.
Um dia basta
Para entender e sentir
Para comprovar e demonstrar
Que o tempo e a distância
Não destroem a verdadeira amizade!

Amizade I

Amigas para sempre
Independente do tempo
Independente da distância

Amizade que atravessa oceano,
Amizade que não se importa com a ausência,
Amizade que simplesmente é!

Subsiste a tudo
Alimenta a alma
Acarinha o coração.

Amizade verdadeira
Amiga-Irmã
Que encontrou, pelo olhar,
O caminho do coração
E ali fez a morada
De todo altruísmo e confiança.

Amiga, te amo!

Tulipas

Pureza e beleza
Cor e fragrância
Pintura real
Palpável e encantadora.

Um campo de sensibilidade
Exalando paz...

Singeleza e delicadeza
Que abraça sem nos tocar
Que satisfaz por existir
Que nos sorri em tons.

Cores fortes e brilhantes
Singular ou bicolores
Encantamento absolto
Matiz desenhando
O perfeito roteiro da vida.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Só...

E de repente me senti só
Só no meu mundo
Trancafiada, sem as chaves
Que poderiam me libertar.

Cercada de pessoas, mas só!
Sorrisos, olhares, conversas
Tudo ao meu alcance,
Mas só!

E sinto que há algo internalizado,
Meu comigo,
Numa solidão sem fim.

Ode ao Amor

Amor...
Carinho, atenção, reciprocidade,
Amizade, cumplicidade, intimidade...
Tudo junto,
É indissociável.
E isso o faz tão intenso!

Intensidade...
Corações unidos,
Braços unidos,
Lábios unidos,
Sexos unidos.

Interação,
Concordância,
Caminhar juntos..., a passos largos
Com unidade, união, comunhão.

Isso o faz tão importante!
É muito sentimento,
É muita intimidade,
Isso o faz tão grandioso,
Tão sublime e eterno!
Ainda estou aqui...
O barulho da porta a se fechar
ainda ressoa em meus ouvidos.
Não posso entender
Como te deixei escapar por entre os dedos?
Não percebi a distância
Que há muito já existia.
Insisto em te ter,
Mas é em vão!
Não há motivo, nem razão...
Você não demonstra dor,
Nem saudade...
Sequer demonstra apreço.
Continuo sem entender...
E durmo em lágrimas
Buscando em sonhos
Seu acolhimento.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Paz...

A brisa suave balança meus cabelos
Olho para o céu e contemplo seu azul
Não há nada que traga tamanha paz

A plenitude do espaço,
O infinito do tempo
E as manifestações naturais

Montanhas verdejantes
Mares explodindo em ondas
Vales que se perdem dos olhos...

É o paradoxo da magnitude
Em oposição à paz reveladora.

Paz que se faz presente...
Tranquiliza o coração
Anima a vida
Dá segurança ao caminhar

Paz...

Pseudopoeta

E o pseudopoeta se pergunta:
-  Quando escrever?
E tenta descobrir
Qual o melhor sentimento para movê-lo.
E então, introspecto,
Sofre só,
Alegra-se só,
Ama só,
E desvenda o mistério:
A solidão é o seu motor.
Intermitente minha vida segue
Tão vazia e anônima...

Abro os olhos e nada vejo.

Peço socorro
E ninguém me ouve...

Esse som me irrita...
É o silêncio
Irreverente e cruel.

Nós

Mãos dadas
Corações atados
Sonhos compartilhados
Vida em comum
E uma ligação singular e real.

Olhos que se leem,
Sentidos que se decifram
Interação...

E não é preciso voz,
Nem gemidos e nem palavras.
Só o calor,
A luz
E o amor...

Homenagem a uma Árvore

Aquela árvore
Tem um sentido maior
Um significado real

É só ela no horizonte,
Nada mais...
Apenas o verde da grama,
O azul do céu,
O calor do sol
E ela, ali...

Surpreendendo a regularidade
Agrigando o necessitado
Alegrando o observador

Chama atenção
Como oásis no deserto
Assim é ela,
Árvore frondosa,
No meio do cerrado...

Impossível não te ver,
Impossível não se emocionar.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Perdida em sonhos,
Navegando em sentidos,
Me vejo desapegada de tudo,
Até de mim...


Te vejo ali, próximo
Mas tão distante estou
Que não me comunico
Me retraio, me escondo.


Não quero te perder,
Mas não consigo explicar
Que a minha ausência
Não é de ti...
É de mim.

terça-feira, 23 de março de 2010

O que sou...

Quantos você é?
Quantos fazem parte da sua completude?
Quantos de si você ama?
Quantos de si você esconde?
E o que te importa mostrar?

O que me agrada em mim
É o que eu vejo...
E o que eu não vejo...
O que eu mostro
E o que eu guardo,
E este ainda mais!

Porque sou branco e preto,
Paz e guerra,
Harmonia e desordem,
Som e silêncio,
Lágrima e riso.

Sou contradição e congruência,
Dúvida e certeza,
O meio cheio e o meio vazio.

Porque eu só seria completa,
Plena, absoluta,
Sendo o tudo e o nada.

Só não sou ódio, rancor e amargura...
E mesmo assim insisto
Em não gostar, em chatear-me
E em entristecer-me
Me permito tudo
Para viver plenamente
Eu mesma!

Aqui

estou aqui
mais uma dose
e nenhuma alegria

música
brisa
álcool
e nada mais

esse é só mais um capítulo
da minha vida vazia...

estou aqui
sem ninguém
sem paciência
e sem inspiração...

barulho
inquietação
álcool
e nada mais

estou aqui
olhando pros lados
à procura de alguém
ninguém atende o telefone

solidão,
abandono,
álcool
e nada mais...

estou aqui...
eu, uma garrafa
e o bater nervoso dos pés
sem resposta
sem ninguém...

capítulos repetitivos
de uma vida comum
irritante e comum
sozinha e comum
nervosa....
e comum também.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Semente

Pequena e singela
Detém em si poder
De transformar-se,
De expandir-se
De crescer...

Um casulo bem fechado
Sem restrição de abrir-se
Conhece sua força
Sabe o que carrega em si,
Mas é incapaz de agir só...
Precisa de terra,
Precisa de água,
Precisa de calor.

Assim que te vejo
Forte, resistente, capaz
Com tantas possibilidades...
Só precisa de estímulo,
Só precisa se entregar...
Olhar prá si,
Se reconhecer
E se entregar
Para crescer e alcançar
Sua plenitude,
Sua completude
E, enfim,
Tornar-se quem nasceu prá ser!

sexta-feira, 12 de março de 2010

Escrevo no vidro embaçado,
Na areia bem próxima à água do mar,
Com a fumaça do cigarro,
Com as gotas do orvalho.

Escrevo com o que se esvai,
Com o que se apaga naturalmente,
Para que as minhas palavras sejam lidas
Apenas por olhos atentos
E se comprometam apenas
Pelo tempo da lembrança.

Movimento

A estagnação me move
Me faz caminhar por caminhos desconhecidos
Livre do peso da culpa,
Livre do medo da dúvida.

Não paro!
Prossigo na busca de mim
Das minhas idéias
Da minha vida...

Reconheço pegadas no caminho,
Passos que me precederam
Experiências que me inspiram...

Sinto amor, confiança, segurança.
Não estou abandonada...
Apesar de estar só!

Mulheres Selvagens

            (Uma homenagem às Mulheres que correm com Lobos!)

Mulheres selvagens,
Fortes e Sensíveis,
Crédulas e temerosas,
Mas que se juntam em um objetivo comum...
VENCER!

E não se trata de luta ou competição
Trata-se de vencer os medos
Os anseios, as barreiras que nos impedem
De nos conhecermos e de nos aceitarmos.

É mais que sangue,
É lágrima, é acolher-se
E acolher a outra...

É sofrer junto, chorar junto
É entregar, confiar, envolver
É movimento comum...

Mulheres Guerreiras,
Mulheres Selvagens,
Mulheres Possíveis!

segunda-feira, 8 de março de 2010

Hoje me sinto vazia,
Uma solitude sem fim.
Percebi que não tenho ninguém
Vazio de gente,
Vazio de palavras,
Vazio de carinho...


Minha alma se comprime.
Queria poder gritar,
Mas minha voz está embargada pela lágrima
Lágrima que não escorre para fora
Se derrama para dentro...


Me revelar assim, ao papel,
Me faz sentir menos só
Como se algum olho atento pudesse ler
Como se alguém, por trás dos meus ombros
Tivesse acesso ao que vem de dentro
Se há um Deus,
Podia ser Ele...
Colhendo minhas lágrimas
Fazendo-me companhia,
Confortando meu coração...

De qualquer forma me entrego a isso
A esse sentimento, a essa nova realidade
Para completar essa lacuna, preencher esse vazio
E sentir-me acompanhada...

sexta-feira, 5 de março de 2010

Vida que segue...

Vejo pela janela a vida passar
Vida que segue...
Independente de mim,
Independente de todos.

Não resgato o tempo,
Não retomo os passos.

Vivo em letargia
Sem entender...

Vôo na velocidade do pensamento,
Viajo em devaneios infundados,
Longe daqui entendo menos ainda
Do que tenho, do que sou, do que vivo.

Então retorno,
À procura de mim...
Mas já não estou,
Não me acho...
Há somente um olhar parado
Vagando no vazio da paisagem...
Que branco...
Já não sei o que dizer,
Já não sei o que escrever,
Me perdi de mim.

Passam minutos e horas
E nada muda na paisagem do papel,
Só letras mal traçadas,
Palavras mal ditas,
Sonhos irrealizados.

Barulhos me distraem
Avião pousando,
Música ao fundo,
Carros e motos e buzinas.

Já não consigo pensar,
Reflexo da própria vida...
Já não reajo a estímulos
Ou à falta deles...


Me perdi de mim....
Me perdi de tudo!

quinta-feira, 4 de março de 2010

Olhos Que Curam

Olhos que penetram sem invadir
Olhos que vêem e entendem
Olhos que acalmam
Olhos que abraçam
Olhos que confortam...

Olhar penetrante que traz calma
Que traz refrigério
Que penetra a alma
Desnuda a essência

Porque só o que tem paz
Pode transmitir calma
Só o que tem sabedoria
Pode entregar conhecimento
Só o que tem amor
Pode zelar pelo que vê

Há suavidade no olhar
Mesmo quando é difícil encarar...
E essa suavidade é como imã
Atraindo nossos olhos
Clareando nosso pensamento
Fazendo-nos (nos) entender
E revelar o mistério do ser...

Olhos, Espelho da Alma

Os olhos mostram-nos mais do que podemos imaginar...
Revelam intenções
Demonstram sentimentos
Nos entregam, em surpresa

Contemplar os olhos de outro
É contemplar a sua alma
É receber sua essência
Sem ser invasivo...

Enxergar é cuidar
É mover-se em direção
Para o consolo,
Para alegrar-se com
E, se possível,
Chorar junto...

Abrir as cortinas dos olhos
Mostrar o que somos
Deixar-se ler
Como um livro
Página após página
Desnudando os nossos mistérios
Trazendo à luz nossos anseios
Reconhecendo os nossos medos
Sendo, apenas, e tão só, o que somos.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Repare!

Ei, Pare!
Repare bem
Repare mais

Repare no ponto
No traço
Na reta
Na barra

Repare no canto
No passo
Compasso
Na pausa

Repare na letra
Na frase
Na causa
Na vírgula

Ei, Pare!
Repare bem
Repare mais

Olhe
Veja
Sinta
Reflita

Não deixe
Desleixe
Aproveite
Deleite

Beba
Sorva
Toque
Olhe

Repare bem...
Repare mais...

Amigas

Rendi-me à amizade
Entreguei-me sem reservas!
Cansei de viver só.
E eis que me surpreendi – positivamente!
(Esta é a novidade...)
Não há incômodo em me expor,
Não há impaciência em ouvir.


Sinto-me completa, novamente.
Sinto-me como participando,
Compartilhando, vivendo...

Cuidado recíproco
Olhos que não condenam
Conforto nas palavras
Há anos não sei o que é isso...
Trivialidades manifestadas
Sem vergonha
Sem medo

Risos incontidos
Lágrimas desnudadas
Voltei a viver,
Achei uma amiga!

AOS SENTIMENTOS

Sofro.
Mas quem não sofre?
Vivo intensamente.
E revivo cada momento,
Buscando na memória
Os sabores,
Os odores,
Os sentidos.
E qual o sentido de tudo?
Do amor,
Da paixão,
Da satisfação...
Se por derradeiro
Tudo se rompe...
Mas insisto
E persisto
Porque melhor sentir,
Ainda que dor
Do que inerte fenecer.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

O vento vem
E me leva os cabelos
E os pensamentos soltos

A chuva vem
E me lava a alma
E me apaga as lágrimas

A noite cai
E me percebo brilhando,
Reflexo das estrelas nos meus olhos...

Prendo o tempo, alongo
Perduro a madrugada...

O sol me revela
Me abre as pétalas,
Me mostra ao mundo.

Temo! Sou inverno!
Não revelo pensamento,
Não mostro lágrimas...
Mas o relógio me vence

As nuvens me salvam
São elas a névoa em mim
Turvas, pesadas, duras.

Alma

Alma...
Palavras, versos, canções
Agitação em seu interior
Arrepios na alma...

Abraço necessário
Olhar penetrante
Uma lembrança...

Minha alma se conforta
Quando me entrego a mim
Quando interiorizo
Quando volto ao lar

Alma...
Te alimento incessantemente
Para jamais me perder de ti.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Silêncio
Que passa por mim
E em mim...
Não se omita
E me expresse!
Grite o meu pensar...
Grite...

Ah, Silêncio
Que me invade
E me emudece...
Por favor, me ensurdeça!

OCO

Quantas vezes nos sentimos assim, sós... perdidas!
Precisamos só de um ombro, um abraço, um olhar...
Precisamos saber o que realmente faz sentido, e o que não faz.
Precisamos de instrução...,
De olhos que vejam por nós..., e em nós...
De palavras que soem reconfortantes...
De abraços que acolham a alma.


Quantas vezes nos sentimos assim..., tolhidas!
Sem tempo para nada que não seja apenas responsabilidades.


Quando constatamos essa perda,
(Porque se não há acréscimo, há perda...)
Sentimos o vazio, sentimos o vão
A distância entre aquilo que poderíamos ser
E o que verdadeiramente somos...


Quantas vezes nos sentimos assim, irrealizadas...
Incompletas!
Precisando tão somente de um momento,
De um minuto...
(E então recorremos a tudo, a todos
Indiscriminadamente...)


Aparentemente não há nada que nos console,
Não há nada que nos guarde,
Não há ninguém que nos oriente...


Mas basta um minuto,
Basta um segundo
Para que olhemos para dentro
E ali, no lugar menos provável,
Nos nossos corações
Encontremos paz, a trégua...

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Sofrimento

Se tenho alguém, sofro!
Se sou só, sofro!
Se volto pra casa e me analiso, sofro!
Se esqueço, sofro!
Se sinto, sofro!
Se sou inerte, sofro!
Se me dedico, sofro!
Se contra-ataco, sofro!
Se me retiro, sofro!
Se me mostro, sofro!
Se me escondo, sofro!
Se sou, sofro!
Se finjo, sofro!
Se vivo, sofro!
Se morro...
Ah, se morro já não sou...
...
...
E sofro também!
A tristeza não é pecado,


Não é prisão...


É somente manifestação


Da sinuosidade da vida.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Intuição

Voz que fala ao coração
Voz da alma
Que ressoa, sussura e ecoa.
Intuição?! Experiência?!


Me guia...,
Me mostra
O caminho a seguir.
Me pega pela mão,
Me toma pelos braços,
Faz-me descançar,
Faz-me adormecer...


Acredito nisso,
Acredito em ti,
No que me ocorre...
E me entrego ao intuitivo
Ao arrepio do racional...

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Influências

Hoje li dois poetas
Que me ensinaram
A tecer seda
Com Papel e Caneta.


Inflência recebida
Procuro me achar
Entre Bilac's e Drummond's
Mas hoje me sinto mais Vinícius
(Hoje!?)


Perdida em meio aos sentimentos,
Presa ao irreal
Ou ao mais profundo,
Semeando a tristeza
Para colher poemas.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Ode ao Ipê

Clima seco
Terra seca
Galho seco
E em tanta aridez
Nasce sua flor
Tingindo o céu anil
Contrastando a terra vermelha
Mudando o horizonte
Trazendo esperança
A olhos que, muitas vezes desatentos,
Te acham...
Brota sorriso nos lábios
Pela contemplação
Do inesperado.
Hoje os rosas e amarelhos
Colorindo o Planalto
Amanhã aguardaremos novas cores
E guardamos apenas a certeza
Do Ipê
Mudando nosso semblante.