O travesseiro me contou seus sonhos
Que esquisito me dizer tudo aquilo...
Enquanto durmo fala como se recitasse
Poema sem cor, movimento e cheiro.
O travesseiro não é silente
É paciente... e repete, repete
Como que para eu não esquecer
Me relata suas aventuras
Encobre suas desventuras
Tempera suas estórias
Me faz crer que são reais.
Acordo duas, três vezes
Me lembro dos detalhes, do som
O encaro incrédula,
Sua criação é tão real...
Volto a dormir
Torno-me cúmplice...
Pela manhã, de olhos semi-cerrados,
Acredito que todo aquele sonho
Era meu!
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