O tempo me espreita pela janela
De rabo de olho vê minha vida passar.
Tenho a impressão que ri de mim
Ao escorrer pelos meus dedos
Ao enrugar a minha face.
Ouço seu tic-tac apressado
As badaladas a cada hora
Ressoam com tom irônico
Espremendo-me contraa parede
Empurrando-me em direção ao fim.
Não tenho pressa,
Mas não sei reagir
A esse tapa na cara
A essa realidade voraz
Que consome minha satisfação
Que não me dá trégua
Para apenas ser feliz.
Eu acho que eu não poderia ter lido uma poesia mais adequada para esta data rsrsrs ... O tempo desperta em mim sensações ambíguas, fico feliz com as alterações causadas no meu "ser", não tanto com as do meu rosto e as vezes gostaria que fosse mais suave na sua passagem.
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