terça-feira, 20 de julho de 2010

Tempo

O tempo me espreita pela janela
De rabo de olho vê minha vida passar.
Tenho a impressão que ri de mim
Ao escorrer pelos meus dedos
Ao enrugar a minha face.

Ouço seu tic-tac apressado
As badaladas a cada hora
Ressoam com tom irônico
Espremendo-me contraa parede
Empurrando-me em direção ao fim.

Não tenho pressa,
Mas não sei reagir
A esse tapa na cara
A essa realidade voraz
Que consome minha satisfação
Que não me dá trégua
Para apenas ser feliz.

Um comentário:

  1. Eu acho que eu não poderia ter lido uma poesia mais adequada para esta data rsrsrs ... O tempo desperta em mim sensações ambíguas, fico feliz com as alterações causadas no meu "ser", não tanto com as do meu rosto e as vezes gostaria que fosse mais suave na sua passagem.

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