quinta-feira, 11 de outubro de 2012


O cicio dos ventos,
Um breve rubor da face,
A luz que passa por uma fresta,
A sombra que revela a forma...
 
Uma flor ao chão,
O sorriso de um pensamento,
O orvalho ao amanhecer,
A paz do silêncio...
 
Somente a alma sensível
Entende tais belezas;
Somente o olhar atento
Percebe as nuances simples;
Somente o entendimento disposto
Absorve esta complexidade.
 
Não há pressa, não pode haver...
Não há medo...
Não há dúvida...
 
O coração compassivo
Se atavia com tais visões
E prossegue sua jornada
Ainda mais leve.