sábado, 28 de janeiro de 2012

A Vida de Alguns...

Céu azul,
Mar azul,
Olho azul,
Caneta azul
Escrevendo em linhas tortas
Que sua vida anda blue...

Mas o sol continua a brilhar
A vida continua acontecendo
E a esperança não se vai...
Mantém-se acesa no peito
Mostrando uma direção
Que você insiste em não perseguir...

E as cores pintadas ao léu
Perdem seu encanto
Perdem o sentido
Diante de todo o sentimento que te paralisa
Diante do breu que encobre teu coração...

E assim prossegue
Ignorando as possibilidades
Desprezando a beleza que te cerca...

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

A estrada me pede passagem...
Perdida, como estrangeiro em terra estranha,
Sigo na busca de ti.

O tempo me pede passagem...
Fixo meus pés e pensamentos
Num momento que pensei ter te encontrado
Tateando no escuro me mantenho de pé,
Mas não te alcanço, não alcanço nada...

A vida me pede passagem,
Estagnei na minha ilusão...
Adormeci em sonho profundo para te achar,
Pensei ser lugar seguro,
Mas nem ali te encontro...

Sussurro prá mim quão vão é o meu caminho...
Melhor prosseguir, na estrada, no tempo, na vida...
Como estrangeira.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Fragmentos na memória
Em flashs piscando
Recontando a história de nós dois.

Momentos felizes,
Discussões terríveis,
Abraço apertado,
Lágrimas no escuro.

Agora só me restam fragmentos...

Fecho os olhos e te vejo,
Abro e já não estás.
Volto, em catarse,
Tento recuperar a imagem...
Perdi!

Mais um instante me escapa.

Perco os sentidos
Me perco de mim
Mais um flash
Te encontro novamente,
Só que no momento do fim.

O Que Sou

Sou surda,
Sou muda,
Sou tensa.
Ignoro meus sentidos.
Sou solitude,
Sou solidão,
Sou restrição.
Rejeito sentimentos.

Sou pausa,
Sou vazio,
Sou oco.
Desprezo movimentos.

Planta morta no vaso, fedendo há três dias; carro parado na rua, sem combustível; lixo acumulado na esquina, por puro desleixo; água suja no copo, lodeando o fundo; ignorância, rejeição, desprezo; tensão, solidão, oco... Eu!

Continuamente

Continuamente pensa em mim,
Percebo pelo olhar...
Olhar que me segue pela rua.

Continuamente pensa em mim,
Percebo pelo sorriso
De canto de boca, tentando não ser notado.

Continuamente pensa em mim,
Percebo pela respiração
Que se prende, como num susto,
Ao ouvir minha voz.

Continuamente pensa em mim,
Percebo pelas mãos
Que se apertam quando chego.

Continuamente...

Continuamente a amo
Percebo cada movimento,
Cada sobressalto,
Cada olhar,
Sem os quais minha vida
Teria fim!
Me tomei pela mão
E me trouxe ao papel
Com caneta em punho
Me forcei a viver
O maior dos meus prazeres pessoais:
Escrever!

Guiei-me até aqui
Para dizer o mais profundo de mim,
Ainda que não seja meu.
Para sussurrar o que cala no peito.
Para atentar para o que ecoa
No fundo de um poço.

Me deixei conduzir por mim
Para este lugar seguro.
Lugar conhecido, mas pouco visitado
Onde sempre me prometo voltar
Com maior frequencia...

Me permiti cumprir a promessa...
Eis-me aqui!