terça-feira, 20 de julho de 2010

Tempo

O tempo me espreita pela janela
De rabo de olho vê minha vida passar.
Tenho a impressão que ri de mim
Ao escorrer pelos meus dedos
Ao enrugar a minha face.

Ouço seu tic-tac apressado
As badaladas a cada hora
Ressoam com tom irônico
Espremendo-me contraa parede
Empurrando-me em direção ao fim.

Não tenho pressa,
Mas não sei reagir
A esse tapa na cara
A essa realidade voraz
Que consome minha satisfação
Que não me dá trégua
Para apenas ser feliz.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Absolutamente absorvida
Pela vida que passa
Sem ter chance de viver

No clichê do dia a dia
Prossegue sem parar
Sem pensar, sem sentir

O tempo escorrendo pelos dedos
E junto vão os sonhos
E junto vai a vida

Não dá para fugir
Da fuga em que vive
Não pode se entregar
Ao sonho de uma vida real

Então continua...
Como há tempos está,
Por preguiça ou inocência,
Na eterna falta de si.
Já estive nesse mesmo lugar
Olhando essa mesma paisagem
Só o rio que mudou
Pois ele nunca é o mesmo


Já vi essa mesma expressão
Esse olhar com tantas lembranças
Só a bagagem que mudou
Hoje carrega outras experiências


Imagem por fora de mim
Me vejo
A paisagem e a mim
Essa criança que cresceu
Aquela arvore que floriu


Acompanho meus próprios olhos
Que buscam e encontram a paz
Que só o tempo e a sabedoria
Podem trazer...