segunda-feira, 26 de abril de 2010

Só...

E de repente me senti só
Só no meu mundo
Trancafiada, sem as chaves
Que poderiam me libertar.

Cercada de pessoas, mas só!
Sorrisos, olhares, conversas
Tudo ao meu alcance,
Mas só!

E sinto que há algo internalizado,
Meu comigo,
Numa solidão sem fim.

Ode ao Amor

Amor...
Carinho, atenção, reciprocidade,
Amizade, cumplicidade, intimidade...
Tudo junto,
É indissociável.
E isso o faz tão intenso!

Intensidade...
Corações unidos,
Braços unidos,
Lábios unidos,
Sexos unidos.

Interação,
Concordância,
Caminhar juntos..., a passos largos
Com unidade, união, comunhão.

Isso o faz tão importante!
É muito sentimento,
É muita intimidade,
Isso o faz tão grandioso,
Tão sublime e eterno!
Ainda estou aqui...
O barulho da porta a se fechar
ainda ressoa em meus ouvidos.
Não posso entender
Como te deixei escapar por entre os dedos?
Não percebi a distância
Que há muito já existia.
Insisto em te ter,
Mas é em vão!
Não há motivo, nem razão...
Você não demonstra dor,
Nem saudade...
Sequer demonstra apreço.
Continuo sem entender...
E durmo em lágrimas
Buscando em sonhos
Seu acolhimento.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Paz...

A brisa suave balança meus cabelos
Olho para o céu e contemplo seu azul
Não há nada que traga tamanha paz

A plenitude do espaço,
O infinito do tempo
E as manifestações naturais

Montanhas verdejantes
Mares explodindo em ondas
Vales que se perdem dos olhos...

É o paradoxo da magnitude
Em oposição à paz reveladora.

Paz que se faz presente...
Tranquiliza o coração
Anima a vida
Dá segurança ao caminhar

Paz...

Pseudopoeta

E o pseudopoeta se pergunta:
-  Quando escrever?
E tenta descobrir
Qual o melhor sentimento para movê-lo.
E então, introspecto,
Sofre só,
Alegra-se só,
Ama só,
E desvenda o mistério:
A solidão é o seu motor.
Intermitente minha vida segue
Tão vazia e anônima...

Abro os olhos e nada vejo.

Peço socorro
E ninguém me ouve...

Esse som me irrita...
É o silêncio
Irreverente e cruel.

Nós

Mãos dadas
Corações atados
Sonhos compartilhados
Vida em comum
E uma ligação singular e real.

Olhos que se leem,
Sentidos que se decifram
Interação...

E não é preciso voz,
Nem gemidos e nem palavras.
Só o calor,
A luz
E o amor...

Homenagem a uma Árvore

Aquela árvore
Tem um sentido maior
Um significado real

É só ela no horizonte,
Nada mais...
Apenas o verde da grama,
O azul do céu,
O calor do sol
E ela, ali...

Surpreendendo a regularidade
Agrigando o necessitado
Alegrando o observador

Chama atenção
Como oásis no deserto
Assim é ela,
Árvore frondosa,
No meio do cerrado...

Impossível não te ver,
Impossível não se emocionar.