Esse contato com o novo,
Que é antigo e conhecido,
Que é você...
Contato incontido,
Medo estrondoso.
Não sei o que vejo
Meio nebuloso,
Meio temerário,
Meio infinito...
Não me sinto tanto
É um busca do que não sou
Um medo de descobrir
Que não é tudo isso
Nem tão profundo,
Nem tão intenso,
Nem tão extenso...
Medo de descobrir
A superficialidade do que sou
Por isso a superficialidade
Me é tão comum...
Conhecimento tão superficial
Relacionamentos tão superficiais
Vida tão superficial
Não quero ver o que sou
Não por medo de me descobrir estranho
Mas por medo de me descobrir raso...
Esse tempo, essa introspecção
Não me excita,
Me aterroriza,
Me toma em temor.
Queria tanto ser mais,
Queria tanto ver e acreditar
Que é possível ser melhor
Que é possível ser alguém
Que não eu!