domingo, 19 de junho de 2011

Você

Um bom vinho,
Uma boa música,
Um bom livro
E a sua melhor companhia:
Você!

Olhe à sua volta...
Auto-satisfação
A celebração da vida,
Da sua vida,
Pela melhor pessoa:
Você!

Não é solidão,
Não é isolamento,
Apenas um momento
(ou vários)
Onde no teatro da vida
Estão o ator no palco,
A audiência na primeira fila
E não há confusão,
Ambos são você!

Dando tempo ao tempo
Não há o que temer
Apenas a pura satisfação
De estar a sós...
A sós com você!

segunda-feira, 28 de março de 2011

Notável

Dizer baixinho,
 despropositadamente,
 sem ser notado,
 nas entrelinhas,
 e tocar o fundo da alma, o fundo do coração.

Fazer olhos brilharem,
corações palpitarem
 e sorrisos surgirem...,
 assim, sem ser notado...,
mas de forma surpreendentemente
NOTÁVEL.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Tamanho Amor

                          (Singela homenagem ao meu filho)

Gerar vida,
Cuidar, guardar, amar...
Instintivamente proteger
Ver crescer, transformar-se
E amar ainda mais...
A cada dia, a cada momento.

Velar o sono, cobrir, acarinhar
Seu fruto ali, indefeso,
Sonhando, descansando
Sob sua proteção
Sob seu cudiado...

Maior amor não há
Maior amor não sinto
Tamanho amor move o mundo
Perpetua gerações
E, sobretudo,
Aquece o meu coração!

quinta-feira, 24 de março de 2011

Meu amor por mim

Foi quando me perdi de você
Que me encontrei.
Foi exatametne naquele dia,
Me lembro perfeitamente...

Me sentei na calçada,
Lágrima nos olhos,
Suor nas mãos,
Uma batida lenta e dolorida no peito...

Então me vi além de mim,
Como que em uma miragem:
Cores pastéis e imagem turva...

Aquela não era eu,
Não podia ser!
Tão consumida pela tristeza...
Tão abatida pela dor...

Mas foi aquela visão que me fez reagir,
Me encontrar
E direcionar o meu amor prá mim...

Foi ali, naquele momento,
Que a maior das separações
Me proporcionou o melhor dos encontros.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Tempo que não volta...
Um suspiro, um olhar desviado, uma palavra fora de lugar.
Retomar o momento,
Consertar as coisas,
Dificuldade à vista...
Somos imprevisíveis, perdidos nas nossas desventuras,
Perdidos nas nossas aventuras
Inconstantes nos nossos humores...

Tempo que não volta...
O da despedida, o da palavra não dita
O do sentimento inexpressado...
Sufocamos o instinto,
Valorizamos o racional...
E prá que!?
Nos perdemos de quem verdadeiramente somos...
Da nossa essencial essência...

Perdidos...
Perdidos no tempo
Sem nos darmos conta
De que basta um minuto de atenção,
Um minuto de humanidade,
Um minuto do instinto mais primitivo,
Do verdadeiramente ser humano...
Com as possibilidades e alcance
Somente possível ao amor espontâneo
E à amizade livre...