Perdida em sonhos,
Navegando em sentidos,
Me vejo desapegada de tudo,
Até de mim...
Te vejo ali, próximo
Mas tão distante estou
Que não me comunico
Me retraio, me escondo.
Não quero te perder,
Mas não consigo explicar
Que a minha ausência
Não é de ti...
É de mim.
quinta-feira, 25 de março de 2010
terça-feira, 23 de março de 2010
O que sou...
Quantos você é?
Quantos fazem parte da sua completude?
Quantos de si você ama?
Quantos de si você esconde?
E o que te importa mostrar?
O que me agrada em mim
É o que eu vejo...
E o que eu não vejo...
O que eu mostro
E o que eu guardo,
E este ainda mais!
Porque sou branco e preto,
Paz e guerra,
Harmonia e desordem,
Som e silêncio,
Lágrima e riso.
Sou contradição e congruência,
Dúvida e certeza,
O meio cheio e o meio vazio.
Porque eu só seria completa,
Plena, absoluta,
Sendo o tudo e o nada.
Só não sou ódio, rancor e amargura...
E mesmo assim insisto
Em não gostar, em chatear-me
E em entristecer-me
Me permito tudo
Para viver plenamente
Eu mesma!
Quantos fazem parte da sua completude?
Quantos de si você ama?
Quantos de si você esconde?
E o que te importa mostrar?
O que me agrada em mim
É o que eu vejo...
E o que eu não vejo...
O que eu mostro
E o que eu guardo,
E este ainda mais!
Porque sou branco e preto,
Paz e guerra,
Harmonia e desordem,
Som e silêncio,
Lágrima e riso.
Sou contradição e congruência,
Dúvida e certeza,
O meio cheio e o meio vazio.
Porque eu só seria completa,
Plena, absoluta,
Sendo o tudo e o nada.
Só não sou ódio, rancor e amargura...
E mesmo assim insisto
Em não gostar, em chatear-me
E em entristecer-me
Me permito tudo
Para viver plenamente
Eu mesma!
Aqui
estou aqui
mais uma dose
e nenhuma alegria
música
brisa
álcool
e nada mais
esse é só mais um capítulo
da minha vida vazia...
estou aqui
sem ninguém
sem paciência
e sem inspiração...
barulho
inquietação
álcool
e nada mais
estou aqui
olhando pros lados
à procura de alguém
ninguém atende o telefone
solidão,
abandono,
álcool
e nada mais...
estou aqui...
eu, uma garrafa
e o bater nervoso dos pés
sem resposta
sem ninguém...
capítulos repetitivos
de uma vida comum
irritante e comum
sozinha e comum
nervosa....
e comum também.
mais uma dose
e nenhuma alegria
música
brisa
álcool
e nada mais
esse é só mais um capítulo
da minha vida vazia...
estou aqui
sem ninguém
sem paciência
e sem inspiração...
barulho
inquietação
álcool
e nada mais
estou aqui
olhando pros lados
à procura de alguém
ninguém atende o telefone
solidão,
abandono,
álcool
e nada mais...
estou aqui...
eu, uma garrafa
e o bater nervoso dos pés
sem resposta
sem ninguém...
capítulos repetitivos
de uma vida comum
irritante e comum
sozinha e comum
nervosa....
e comum também.
segunda-feira, 22 de março de 2010
Semente
Pequena e singela
Detém em si poder
De transformar-se,
De expandir-se
De crescer...
Um casulo bem fechado
Sem restrição de abrir-se
Conhece sua força
Sabe o que carrega em si,
Mas é incapaz de agir só...
Precisa de terra,
Precisa de água,
Precisa de calor.
Assim que te vejo
Forte, resistente, capaz
Com tantas possibilidades...
Só precisa de estímulo,
Só precisa se entregar...
Olhar prá si,
Se reconhecer
E se entregar
Para crescer e alcançar
Sua plenitude,
Sua completude
E, enfim,
Tornar-se quem nasceu prá ser!
Detém em si poder
De transformar-se,
De expandir-se
De crescer...
Um casulo bem fechado
Sem restrição de abrir-se
Conhece sua força
Sabe o que carrega em si,
Mas é incapaz de agir só...
Precisa de terra,
Precisa de água,
Precisa de calor.
Assim que te vejo
Forte, resistente, capaz
Com tantas possibilidades...
Só precisa de estímulo,
Só precisa se entregar...
Olhar prá si,
Se reconhecer
E se entregar
Para crescer e alcançar
Sua plenitude,
Sua completude
E, enfim,
Tornar-se quem nasceu prá ser!
sexta-feira, 12 de março de 2010
Movimento
A estagnação me move
Me faz caminhar por caminhos desconhecidos
Livre do peso da culpa,
Livre do medo da dúvida.
Não paro!
Prossigo na busca de mim
Das minhas idéias
Da minha vida...
Reconheço pegadas no caminho,
Passos que me precederam
Experiências que me inspiram...
Sinto amor, confiança, segurança.
Não estou abandonada...
Apesar de estar só!
Me faz caminhar por caminhos desconhecidos
Livre do peso da culpa,
Livre do medo da dúvida.
Não paro!
Prossigo na busca de mim
Das minhas idéias
Da minha vida...
Reconheço pegadas no caminho,
Passos que me precederam
Experiências que me inspiram...
Sinto amor, confiança, segurança.
Não estou abandonada...
Apesar de estar só!
Mulheres Selvagens
(Uma homenagem às Mulheres que correm com Lobos!)
Mulheres selvagens,
Fortes e Sensíveis,
Crédulas e temerosas,
Mas que se juntam em um objetivo comum...
VENCER!
E não se trata de luta ou competição
Trata-se de vencer os medos
Os anseios, as barreiras que nos impedem
De nos conhecermos e de nos aceitarmos.
É mais que sangue,
É lágrima, é acolher-se
E acolher a outra...
É sofrer junto, chorar junto
É entregar, confiar, envolver
É movimento comum...
Mulheres Guerreiras,
Mulheres Selvagens,
Mulheres Possíveis!
Mulheres selvagens,
Fortes e Sensíveis,
Crédulas e temerosas,
Mas que se juntam em um objetivo comum...
VENCER!
E não se trata de luta ou competição
Trata-se de vencer os medos
Os anseios, as barreiras que nos impedem
De nos conhecermos e de nos aceitarmos.
É mais que sangue,
É lágrima, é acolher-se
E acolher a outra...
É sofrer junto, chorar junto
É entregar, confiar, envolver
É movimento comum...
Mulheres Guerreiras,
Mulheres Selvagens,
Mulheres Possíveis!
segunda-feira, 8 de março de 2010
Hoje me sinto vazia,
Uma solitude sem fim.
Percebi que não tenho ninguém
Vazio de gente,
Vazio de palavras,
Vazio de carinho...
Minha alma se comprime.
Queria poder gritar,
Mas minha voz está embargada pela lágrima
Lágrima que não escorre para fora
Se derrama para dentro...
Me revelar assim, ao papel,
Me faz sentir menos só
Como se algum olho atento pudesse ler
Como se alguém, por trás dos meus ombros
Tivesse acesso ao que vem de dentro
Se há um Deus,
Podia ser Ele...
Colhendo minhas lágrimas
Fazendo-me companhia,
Confortando meu coração...
De qualquer forma me entrego a isso
A esse sentimento, a essa nova realidade
Para completar essa lacuna, preencher esse vazio
E sentir-me acompanhada...
Uma solitude sem fim.
Percebi que não tenho ninguém
Vazio de gente,
Vazio de palavras,
Vazio de carinho...
Minha alma se comprime.
Queria poder gritar,
Mas minha voz está embargada pela lágrima
Lágrima que não escorre para fora
Se derrama para dentro...
Me revelar assim, ao papel,
Me faz sentir menos só
Como se algum olho atento pudesse ler
Como se alguém, por trás dos meus ombros
Tivesse acesso ao que vem de dentro
Se há um Deus,
Podia ser Ele...
Colhendo minhas lágrimas
Fazendo-me companhia,
Confortando meu coração...
De qualquer forma me entrego a isso
A esse sentimento, a essa nova realidade
Para completar essa lacuna, preencher esse vazio
E sentir-me acompanhada...
sexta-feira, 5 de março de 2010
Vida que segue...
Vejo pela janela a vida passar
Vida que segue...
Independente de mim,
Independente de todos.
Não resgato o tempo,
Não retomo os passos.
Vivo em letargia
Sem entender...
Vôo na velocidade do pensamento,
Viajo em devaneios infundados,
Longe daqui entendo menos ainda
Do que tenho, do que sou, do que vivo.
Então retorno,
À procura de mim...
Mas já não estou,
Não me acho...
Há somente um olhar parado
Vagando no vazio da paisagem...
Vida que segue...
Independente de mim,
Independente de todos.
Não resgato o tempo,
Não retomo os passos.
Vivo em letargia
Sem entender...
Vôo na velocidade do pensamento,
Viajo em devaneios infundados,
Longe daqui entendo menos ainda
Do que tenho, do que sou, do que vivo.
Então retorno,
À procura de mim...
Mas já não estou,
Não me acho...
Há somente um olhar parado
Vagando no vazio da paisagem...
Que branco...
Já não sei o que dizer,
Já não sei o que escrever,
Me perdi de mim.
Passam minutos e horas
E nada muda na paisagem do papel,
Só letras mal traçadas,
Palavras mal ditas,
Sonhos irrealizados.
Barulhos me distraem
Avião pousando,
Música ao fundo,
Carros e motos e buzinas.
Já não consigo pensar,
Reflexo da própria vida...
Já não reajo a estímulos
Ou à falta deles...
Me perdi de mim....
Me perdi de tudo!
Já não sei o que dizer,
Já não sei o que escrever,
Me perdi de mim.
Passam minutos e horas
E nada muda na paisagem do papel,
Só letras mal traçadas,
Palavras mal ditas,
Sonhos irrealizados.
Barulhos me distraem
Avião pousando,
Música ao fundo,
Carros e motos e buzinas.
Já não consigo pensar,
Reflexo da própria vida...
Já não reajo a estímulos
Ou à falta deles...
Me perdi de mim....
Me perdi de tudo!
quinta-feira, 4 de março de 2010
Olhos Que Curam
Olhos que penetram sem invadir
Olhos que vêem e entendem
Olhos que acalmam
Olhos que abraçam
Olhos que confortam...
Olhar penetrante que traz calma
Que traz refrigério
Que penetra a alma
Desnuda a essência
Porque só o que tem paz
Pode transmitir calma
Só o que tem sabedoria
Pode entregar conhecimento
Só o que tem amor
Pode zelar pelo que vê
Há suavidade no olhar
Mesmo quando é difícil encarar...
E essa suavidade é como imã
Atraindo nossos olhos
Clareando nosso pensamento
Fazendo-nos (nos) entender
E revelar o mistério do ser...
Olhos que vêem e entendem
Olhos que acalmam
Olhos que abraçam
Olhos que confortam...
Olhar penetrante que traz calma
Que traz refrigério
Que penetra a alma
Desnuda a essência
Porque só o que tem paz
Pode transmitir calma
Só o que tem sabedoria
Pode entregar conhecimento
Só o que tem amor
Pode zelar pelo que vê
Há suavidade no olhar
Mesmo quando é difícil encarar...
E essa suavidade é como imã
Atraindo nossos olhos
Clareando nosso pensamento
Fazendo-nos (nos) entender
E revelar o mistério do ser...
Olhos, Espelho da Alma
Os olhos mostram-nos mais do que podemos imaginar...
Revelam intenções
Demonstram sentimentos
Nos entregam, em surpresa
Contemplar os olhos de outro
É contemplar a sua alma
É receber sua essência
Sem ser invasivo...
Enxergar é cuidar
É mover-se em direção
Para o consolo,
Para alegrar-se com
E, se possível,
Chorar junto...
Abrir as cortinas dos olhos
Mostrar o que somos
Deixar-se ler
Como um livro
Página após página
Desnudando os nossos mistérios
Trazendo à luz nossos anseios
Reconhecendo os nossos medos
Sendo, apenas, e tão só, o que somos.
Revelam intenções
Demonstram sentimentos
Nos entregam, em surpresa
Contemplar os olhos de outro
É contemplar a sua alma
É receber sua essência
Sem ser invasivo...
Enxergar é cuidar
É mover-se em direção
Para o consolo,
Para alegrar-se com
E, se possível,
Chorar junto...
Abrir as cortinas dos olhos
Mostrar o que somos
Deixar-se ler
Como um livro
Página após página
Desnudando os nossos mistérios
Trazendo à luz nossos anseios
Reconhecendo os nossos medos
Sendo, apenas, e tão só, o que somos.
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