terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Repare!

Ei, Pare!
Repare bem
Repare mais

Repare no ponto
No traço
Na reta
Na barra

Repare no canto
No passo
Compasso
Na pausa

Repare na letra
Na frase
Na causa
Na vírgula

Ei, Pare!
Repare bem
Repare mais

Olhe
Veja
Sinta
Reflita

Não deixe
Desleixe
Aproveite
Deleite

Beba
Sorva
Toque
Olhe

Repare bem...
Repare mais...

Amigas

Rendi-me à amizade
Entreguei-me sem reservas!
Cansei de viver só.
E eis que me surpreendi – positivamente!
(Esta é a novidade...)
Não há incômodo em me expor,
Não há impaciência em ouvir.


Sinto-me completa, novamente.
Sinto-me como participando,
Compartilhando, vivendo...

Cuidado recíproco
Olhos que não condenam
Conforto nas palavras
Há anos não sei o que é isso...
Trivialidades manifestadas
Sem vergonha
Sem medo

Risos incontidos
Lágrimas desnudadas
Voltei a viver,
Achei uma amiga!

AOS SENTIMENTOS

Sofro.
Mas quem não sofre?
Vivo intensamente.
E revivo cada momento,
Buscando na memória
Os sabores,
Os odores,
Os sentidos.
E qual o sentido de tudo?
Do amor,
Da paixão,
Da satisfação...
Se por derradeiro
Tudo se rompe...
Mas insisto
E persisto
Porque melhor sentir,
Ainda que dor
Do que inerte fenecer.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

O vento vem
E me leva os cabelos
E os pensamentos soltos

A chuva vem
E me lava a alma
E me apaga as lágrimas

A noite cai
E me percebo brilhando,
Reflexo das estrelas nos meus olhos...

Prendo o tempo, alongo
Perduro a madrugada...

O sol me revela
Me abre as pétalas,
Me mostra ao mundo.

Temo! Sou inverno!
Não revelo pensamento,
Não mostro lágrimas...
Mas o relógio me vence

As nuvens me salvam
São elas a névoa em mim
Turvas, pesadas, duras.

Alma

Alma...
Palavras, versos, canções
Agitação em seu interior
Arrepios na alma...

Abraço necessário
Olhar penetrante
Uma lembrança...

Minha alma se conforta
Quando me entrego a mim
Quando interiorizo
Quando volto ao lar

Alma...
Te alimento incessantemente
Para jamais me perder de ti.